Novo Pensamento

O movimento do Novo Pensamento surgiu nos Estados Unidos no século XIX, como uma síntese entre espiritualidade, filosofia idealista e medicina mental. Sua origem está profundamente ligada às ideias de Phineas Parkhurst Quimby, um curandeiro e pensador que defendia que doenças e circunstâncias negativas eram criadas por crenças mentais errôneas.

O Novo Pensamento sustenta que:

  • a mente influencia diretamente o corpo
  • crenças moldam experiências
  • a realidade responde à consciência
  • o indivíduo participa ativamente da criação de sua vida

Esses princípios foram desenvolvidos por autores como Emma Curtis Hopkins, Charles Fillmore, Ernest Holmes e posteriormente Joseph Murphy.

No início do século XX, o Novo Pensamento tornou-se extremamente popular nos Estados Unidos, especialmente na Califórnia, integrando-se à cultura de autoaperfeiçoamento, prosperidade e espiritualidade prática.

Neville Goddard absorveu vários conceitos centrais desse movimento, principalmente:

  • consciência como causa
  • poder da imaginação
  • responsabilidade pessoal
  • realidade como reflexo

No entanto, ele se diferenciou profundamente ao:

  1. rejeitar fórmulas mecânicas de afirmação
  2. abandonar linguagem terapêutica
  3. introduzir interpretação psicológica da Bíblia
  4. enfatizar identidade em vez de técnica

Enquanto muitos autores do Novo Pensamento focavam em prosperidade material, Neville direcionou seu ensino para transformação interior e despertar espiritual.

Ele levou o Novo Pensamento para um nível mais filosófico e místico, substituindo otimismo superficial por uma metafísica rigorosa da consciência.